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Aldemir Martins

Ingazeiras/ CE – 1922 – São Paulo/SP – 2006

Ilustrador, gravador, desenhista de grande maestria, pintava usando cores fortes e também escultor autodidata, alcançou grande renome e fama no país e exterior.
1940 - No Ceará, participou do Grupo Artys e da Sociedade Cearense de Artes Plásticas (SCAP), atividade voltada para a renovação modernista no estado, com Antônio Bandeira, Inimá de Paula, Mário Barata, Barbosa Leite, João Siqueira, Luís Delfino, Raimundo Campos e Zenon Barreto, entre outros.
1946 - Mudou-se para São Paulo. Sempre se dedicou a temas relativos ao nordeste brasileiro, em geral, tratados de maneira estilizada e lírica. 
1950 - Sua produção retratava o nordeste, porém de forma severa e dramática.
Participou de diversas exposições nacionais e internacionais, e em 1956, conquistou o prêmio mais importante de sua carreira: “Prêmio Internacional de Desenho da Bienal de Veneza”, que o consagrou definitivamente.
Seus desenhos em nanquim também foram usados para estampar objetos e tecidos de decoração.
Foi considerado o artista brasileiro mais brasileiro pela escolha dos temas e cores que usou para criar sua arte, “com magia e alegria que tiveram o poder de transformar uma pintura bem simples em uma pintura com algo divino”.

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